17 de janeiro de 2010

Sem fantasia

Cessaram as lutas, meu homem. Levantar ataque, levantar defesa soa credo incômodo. Serão outras as lições do meu soldo. Quem canta em tempo de paz tem de clamar licença, tem de forjar justificativas, tem de sofrer o escárnio dos amputados na sangria. Quero que te atente, que te apresente, que inscreva em meu manto as tuas gestas. Entrega-me teu arco, flechas.  Corpo de batalha, terra de ninguém: talvez assim camuflemos despedida ou talvez perpetuemos guerra involuntariamente. Mantenha a posição, ao meu sinal...

3 comentários:

ThaisM disse...

o meu apartamento está envolto de fantasias e cores e ainda sim sirvo a um senhor que escolheu a dedo a coloração do meu sossego.

Eu cesso a luta e me dão o tapa na cara - eu queria era ser cristã pra evitar o revide. Eu queria alguma palavra que me acalmasse. Aí paro e vejo qualquer muralha estética e qualquer coisa faz sentido assim.

ThaisM disse...

ainda prefiro girassóis a poesia.

Bob Zatz disse...

você me encanta!